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A acumulação de estoques eleva os riscos da indústria

Estoques excessivos nas indústrias - ou no comércio, o que é mais raro - comprometem capital de giro, obrigam à tomada de empréstimos de curto prazo (a juros mais elevados, dado o aumento da taxa básica) e, se as companhias não acreditarem que a situação vai mudar, e logo, obrigam-nas a medidas radicais de corte de custos. Daí as declarações duras de empresários e consultores ouvidos na reportagem de Cleide Silva, no Estado de domingo, acerca dos riscos da elevação de estoques nas últimas semanas, em especial nas indústrias têxtil, mecânica (máquinas e equipamentos), de vestuário e de calçados, além das montadoras de veículos, que tinham 387,1 mil unidades nos pátios das fábricas e concessionárias, o equivalente a 48 dias de vendas, quando são vistos como normais estoques entre 25 e 30 dias de vendas.

A acumulação de estoques se deve à fragilidade da atividade econômica e à crescente perda de confiança dos produtores e dos consumidores. Salários sob ameaça de erosão pela inflação em alta não podem ser comprometidos com mais crédito e mais prestações, raciocinam os consumidores finais. É razoável.

O discurso oficial de que a situação econômica é muito melhor do que dizem ou escrevem os "alarmistas" é cada vez menos subsistente: piora na situação fiscal, no comércio exterior e na evolução do Produto Interno Bruto (PIB), além de escândalos em empresas públicas, a começar da Petrobrás, desestimulam os agentes econômicos.

A recuperação da indústria depende da "ajuda do câmbio, investimentos e da própria evolução da economia", afirmou o economista Rogério Cesar de Souza, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Manifestações semelhantes vieram da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), do Instituto Aço Brasil (IaBr) e da FGV. O economista Aloísio Campelo, da FGV, nota que são considerados superestocados os setores em que a parcela de empresas com excesso de estoques é superior a 10%. Nas montadoras, esse porcentual já é de 27,6%. No conjunto da indústria, segundo a FGV, 8,5% dizem haver estoques demais.

Há alguns fatores menos previsíveis para o excesso de estoques, como a deterioração de um mercado relevante para exportar: a Argentina. Mas o problema maior é a inconsistência da política econômica.

Fonte: O Estado de S.Paulo



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