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Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de obras sustentáveis

Num cenário em franca expansão e com grande potencial de crescimento, o setor da construção sustentável se reuniu de 27 a 29 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar as novidades e lançamentos do mercado e debater o futuro da construção no Brasil. “Já chegamos a 779 projetos registrados com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), ocupando a quarta colocação no ranking mundial de obras sustentáveis. A estimativa é de alcançar 900 obras até o final de 2013, passando para a terceira posição. O mercado está percebendo os benefícios de implantar o conceito de sustentabilidade em um empreendimento, como a valorização do imóvel e a redução de custos operacionais”, afirma Marcos Casado, diretor técnico e educacional do GBC Brasil.

Atualmente, o custo inicial para a construção de um empreendimento ‘verde’ é de 1 a 7% mais caro se comparado a um edifício sem essa preocupação. Mas esse valor já foi muito maior – há cinco anos chegava a 30%. “Um dos principais motivos da redução desse custo é o aumento da oferta de produtos, serviços e tecnologias”, explica Casado.

Esse movimento repercute ano a ano na feira e congresso promovido pelo GBC Brasil, com o crescimento no número de expositores – 104 - e as novidades em soluções de energias renováveis como os painéis fotovoltaicos e sistema eólico, e opções de iluminação LED - mercado que evoluiu muito nos últimos anos. “Para se ter ideia, antes uma iluminação LED consumia em média 17 w/m². Atualmente, devido às novas tecnologias, esse valor se reduziu pela metade, chegando a 8 w/m². Isso representa uma economia muito significativa. Sem contar que a iluminação LED tem vida útil muito maior, se comparada às demais do mercado, alcançando cerca de 30 mil horas”, compara.

Com 70 a 80% dos visitantes da feira constituídos por arquitetos e engenheiros, além de profissionais da área de planejamento urbano público, a Expo GBC Brasil tem metade de seus expositores reincidentes de outras edições. “É um público focado e interessado, o que leva muitas empresas a se prepararem para lançar produtos especialmente para o evento. E pela postura positiva e otimista dos expositores, conseguimos ‘medir’ a eficiência da iniciativa”, comemora Casado.

FÓRUM DE DEBATE


Respeitáveis nomes nacionais e internacionais estiveram presentes durante os três dias de discussão sobre a ‘Construção Sustentável no Brasil’. “Vale ressaltar a palestra de Paul Hawken falando sobre o tema de seu novo livro e os cases ‘Parque da Cidade’ e a nova sede da Bayer, o edifício ‘EcoCommercial Building’, os dois em São Paulo”, comenta Marcos Casado. Outro destaque foi a programação voltada especialmente para arquitetos, intitulada ‘Green Design’, que abordou trabalhos de importantes escritórios de arquitetura do Brasil e exterior.

COPA DO MUNDO


“Pela primeira vez uma Copa do Mundo terá todos os estádios com certificação LEED”, diz o diretor, lembrando que desde o início, a construção das arenas foi pensada de forma sustentável. “Nos locais onde foi necessário demolir, houve aproveitamento do material destruído, diminuindo o impacto para a cidade”, informa.

Outras questões foram consideradas para que os estádios recebessem a certificação, como a eficiência energética nas áreas iluminadas, placares eletrônicos e automação; sistema de coleta da água da chuva – possível devido à colocação de cobertura em todos os estádios, com uso na manutenção e limpeza, e irrigação do gramado -; qualidade ambiental interna e nível de conforto em toda a arena; acessibilidade; e rotas de fuga, entre outras. “O Brasil atendeu a uma recomendação da FIFA, mas a partir de 2018, passará a ser obrigatório seguir essas exigências”, conclui.

Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket



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