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Fundos de ações lideram rentabilidade da indústria

Os fundos de ações foram os que mais renderam no mês passado, acompanhando o bom desempenho do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), mas dificilmente repetirão em outubro a performance verificada em setembro, a não ser que o mercado seja surpreendido por alguma notícia muito positiva. “No mês passado fomos surpreendidos pela decisão do Federal Reserve (Fed, BC dos Estados Unidos) de manter a política monetária expansionista. Por isso a Bolsa subiu tanto, reagindo imediatamente à notícia”, diz Sinara Polycarpo, Superintendente de Investimentos do Santander.

O Federal Reserve anunciou no dia 18 de setembro que continuaria comprando títulos ao ritmo de US$ 85 bilhões. A decisão surpreendeu os mercados financeiros, que esperavam uma redução no estímulo econômico do banco central dos EUA. A Bolsa brasileira reagiu imediatamente e fechou setembro com alta acumulada de 4,6%, impulsionando também os fundos de ações.

Embora os fundos de ações tenham liderado os ganhos no mês passado, com retornos acima de 3%, a maioria ainda acumula perdas expressivas no ano (veja arte), segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Diante das oscilações do mercado, tanto de renda fixa como de variável, os fundos long and short seguem como destaque na indústria no ano e em 12 meses. O Long and Short - Neutro acumula no ano, até setembro, rentabilidade de 6,82; em 12 meses chega a 9,75%. Já o Long and Short - Direcional registra retornos de 7,55% e 11,21%, respectivamente.

“Os fundos Long and Short têm pouca correlação com o Ibovespa e são uma estratégia interessante para proteger a carteira do investidores, pois investem em pares de ações, apostando que uma vai valorizar e outra desvalorizar. Esse efeito de estar comprado em um papel e vendido em outro acaba sendo uma hedge natural”, acrescenta Sinara.

Rafael Weber, da Geração Futuro, avalia que diante das incertezas quanto ao crescimento da economia chinesa, a recuperação dos Estados Unidos e o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a corretora tem apostado em segmentos que apresentam boa performance independentemente do PIB ou dos impactos vindos do exterior. Ele cita como exemplo investimentos atrelados a papéis do setor de Educação, como Kroton, e fundos de ações em seguridade.

Clodoir Vieira, economista-chefe da consultoria Compliance Comunicação avalia que em um ambiente de grande volatilidade e incertezas continuará havendo forte migração de recursos para o DI. Segundo dados da Anbima, em setembro, enquanto a indústria como um todo registrou saída líquida de R$ 10,5 bilhões, o referenciado DI apresentou captação líquida de R$ 5,8 bilhões. Os saques no mês foram puxados basicamente pelos Multimercados, com saídas de R$ 9,1 bilhões. Com o resultado do mês passado, a captação líquida acumulada em 2013 recuou para R$ 83,7 bilhões, ficando pela primeira vez no ano em patamar inferior a de igual período do ano anterior. O referenciado DI, com captação de R$ 24 bilhões, lidera a captação líquida em 2013. Vale destacar a rentabilidade dos fundos Renda Fixa Índices, que voltaram a apresentar retorno positivo em setembro, de 0,83%, mas no ano ainda acumula queda de 3,54%.

Fonte: Brasil Econômico



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