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Indústria deve ficar entre 3% e 5%, diz Fiec

A indústria cearense deve crescer entre 3% e 5% em 2013 segundo de acordo com as previsões da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). “Cinco na melhor das expectativas. Abaixo de 3% não fica”, garantiu o presidente Roberto Macêdo, ontem durante almoço com jornalistas. Ainda segundo a Entidade a produção física no Ceará deve crescer 4% neste ano.

A previsão da Federação está acima das expectativas do PIB da indústria nacional que, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), deve variar entre 2,3% e 4,1% em 2013. No ano passado, até o terceiro trimestre, o PIB industrial brasileiro apresentou variação negativa de 1,1%, enquanto a produção industrial brasileira caiu 2,7%. “Não foi aquilo que a gente esperava”, diz Macêdo.

Parte da confiança do presidente é depositada nos investimentos públicos e privados e as medidas de incentivo à indústria, que deverão ajudar na recuperação do setor, de acordo com o presidente da Fiec.

Incentivos
Sobre essas medidas, entretanto, Roberto Macêdo faz ressalvas. Segundo ele, as ações do Governo Federal de desoneração de alguns setores produtivos não têm estimulado os empresários a realizar novos investimentos. “Diminui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da indústria automobilística, mas em seis meses ele acaba. Ninguém vai investir porque daqui a seis ele vai acabar. Quem é que me garante que vão continuar comprando com o IPI voltando ao que era?”, questiona Macêdo.

Conforme Pedro Jorge Viana, economista da Fiec, um bom desempenho da economia em 2013 requer que o Governo estenda os benefícios concedidos a alguns setores. “A desoneração que o Governo está fazendo é setorial e não está ajudando a economia do Ceará. Tem de ser uma desoneração ampla e irrestrita”, explica Viana.

Na avaliação do economista Carlos Matos, diretor corporativo do Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), órgão ligado à Fiec, a região Nordeste tem sido prejudicada pela falta de uma política industrial regional. “Eu acho que o Brasil está negligenciando o Nordeste. As políticas assistencialistas são importantes, mas importante mesmo é criar um dinamismo econômico capaz de contemplar pobres e ricos”.

Matos explica que, além da falta de políticas para a Região, os grandes projetos previstos para o Nordeste deixaram de ser implementados por atraso no cronograma das obras. Segundo ele, a falta de apoio para o desenvolvimento da indústria regional pode afetar os resultados alcançados até agora. “Temos 20% da indústria nacional de calçados, se não for apoiada, quem disse que daqui a 10 anos ela vai representar isso”, diz.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Após registrar resultados abaixo da expectativa, no ano passado, a previsão para 2013 é que o PIB da indústria cearense fique entre 3% e 5%. A produção industrial do Estado deve ser de 4%, conforme a Fiec.

Fonte: O Povo Online



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