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Indústria terá que emitir menos CO²

Responsável por 13% das emissões de gases na atmosfera e diante do projeto do governo federal que determina a redução de 5% nas emissões de gases do efeito estufa da indústria ,projetadas para 2020 (324 milhões de toneladas de CO² equivalente), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebrou um acordo de cooperação técnica com a União, no sentido de participar e discutir mais ativamente o Plano de Mitigação e Adaptação da Indústria às Mudanças do Clima, já denominado de Plano Indústria. A proposta da CNI é, antes de tudo, realizar estudos técnicos que identifiquem, a fundo, a real participação da indústria nacional na poluição atmosférica nas várias regiões do País.

Segundo o secretário executivo do Coema, na CNI, Shelley Carneiro, "a CNI não vai se furtar a cumprir a lei", já tendo inclusive assinado acordos com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic), nesse sentido. Ele ressalta, no entanto, que a definição do porcentual de 5% é precipitada e que esse índice deve ser melhor debatido e equacionado.

Percentual genérico
"Não falo em 10%, 5% ou 8%. Precisamos definir melhor os limites desses índices, por setores, por segmentos, por empresas e até por formas de atuar", defendeu Carneiro, que esteve ontem, em Fortaleza, participando da 6ª Reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente (Coema), da CNI, envolvendo as Regionais Nordeste, na sede da Fiec.

Para ele, quem nada faz para mitigar os efeitos da emissão de gases de efeito estufa, reduzir em 5%, não representa custos, mas às empresas que já têm programas de redução de poluentes adotados e elevados índices de mitigação, 5% pode representar aumento expressivo de custos. "Esse percentual é genérico demais", opinou Carneiro.

Conforme acrescentou o Analista de Políticas e Indústria da CNI, em Brasília, José Quadrelli, a proposta da CNI é, a partir da conclusão de um estudo que está sendo realizado pelo Fundação Getúlio Vargas (FGV), com as empresas dos setores industriais de alumínio, cimento, papel e celulose e químico, iniciar a elaboração de uma análise complementar, para auxiliar o governo em suas decisões. Nesse sentido, o projeto da CNI prevê a elaboração de um banco de dados dos setores da indústria que mais emitem gases, identificando as características de cada um e apontando a curva de abatimento marginal, que irá permitir saber em quanto cada tipo de indústria poderá reduzir a emissão de gases; bem como estudar as contrapartidas do governo às empresas que participarem do programa.

Transposição
Outro tema na pauta da reunião do Coema, de ontem, foi a transposição das águas do Rio São Francisco. De acordo com Carneiro, a CNI quer participar mais das discussões políticas com o governo Federal e os Estados. "Precisamos saber quando e onde essa água vai chegar, a que custo e a que preço", destacou. "O governo precisa definir um modelo de gestão da água", ressaltou o consultor técnico da CNI, Perci Soares.

Na tarde de ontem, foi lançado também, o Recicla Nordeste 2012, que transcorrerá no Centro de Eventos do Ceará (CEC), no período de 17 a 19 de outubro, próximo, em Fortaleza.

Fonte: Diário do Nordeste, escrito por Carlos Eugênio



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