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Indústria volta a contratar e registra maior volume desde julho de 2011

O emprego na indústria do Grande ABC reagiu em setembro, com saldo positivo de 500 vagas - o volume é o maior desde julho de 2011, quando foram contratados 700 profissionais. O montante de postos de trabalho superou o registrado em agosto, que ficou negativo em 650 vagas, e o de setembro do ano passado, negativo em 350. Isso é o que aponta pesquisa mensal das diretorias regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), com base nas informações de suas associadas.

Apesar da melhora, setembro tradicionalmente é marcado pela admissão de trabalhadores para reforçar estoques do comércio para as vendas de fim de ano. Tanto que, nesse mês em 2010, houve a contratação de 1.550 pessoas pelas indústrias da região.

Na avaliação do diretor do Ciesp de Diadema, Donizete Duarte da Silva, se os números negativos continuassem crescendo, muitas empresas fechariam as portas. "Em conversas com os associados, eles relatam que a situação parou de piorar. O que não significa que melhorou. Muitas delas estão operando com faturamento 40% menor (na comparação com o ano passado)", relata.

Um dos motivos que podem explicar a reação, segundo Silva, é que o movimento de importação de produtos de países asiáticos, principalmente da China, que teve seu auge de meados do ano passado até agosto, está estabilizado.

A opinião é compartilhada pelo 3º diretor financeiro do Ciesp e ex-diretor da regional de Santo André, Shotoku Yamamoto. "Acredito que já esteja havendo reflexo do novo Regime Automotivo, que entra em vigor em janeiro. As empresas podem estar se antecipando, e começando a se adequar", diz. Ele se refere ao programa de incentivos do governo para elevar a competitividade do segmento, que vai elevar em 30 pontos percentuais o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as montadoras que não fizerem pelo menos seis etapas fabris, de 12, no País.

Outro fator apontado por Yamamoto é a migração de setores impulsionada pela crise na indústria automotiva. "No desespero, as empresas que estavam muito dependentes das montadoras começaram a buscar outros tipos de mercado, como equipamentos para fitness, reposição de peças e máquinas agrícolas."

Setembro não foi um mês muito favorável à fabricação de veículos, já que, conforme dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção foi 19,7% inferior à de agosto, quando as compras de carros foram antecipadas por conta do IPI reduzido, incentivo que deixaria de valer no fim daquele mês.

Fonte: Diário do Grande ABC, escrita por Soraia Abreu Pedrozo



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