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Seis setores da indústria devem criar 625 mil vagas

Estudantes e profissionais que desejam se recolocar no mercado de trabalho podem conquistar boas oportunidades em construtoras, empresas de prestação de serviços à indústria, fabricantes de veículos, máquinas e equipamentos, de alimentos e bebidas, além de roupas e acessórios. O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) levantou novo recorte do Mapa do Trabalho Industrial 2012 e apontou que esses seis segmentos, até 2015, devem criar 625 mil vagas em todo o País.

Ao todo, conforme divulgado em setembro, a indústria brasileira deverá gerar em três anos 1,1 milhão de postos de trabalho, e desse total, 405 mil no Estado de São Paulo. O diagnóstico do Senai - que oferece cursos técnicos de longa qualificação (de 800 a 1.600 horas, ou seja, entre um ano e um ano e meio) e de média qualificação (de 200 a 400 horas) - leva em conta a ação do Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego), que visa ampliar o emprego aos profissionais técnicos em todo o País.

Segundo o diretor-geral da entidade, Rafael Lucchesi, as oportunidades para quem cursa educação profissional são, muitas vezes, melhores do que as oferecidas pela formação universitária. "As carreiras são estáveis e bem remuneradas. As pessoas entram no mercado de trabalho mais cedo e ganhando, em média, piso de R$ 2.100. Após 10 anos de trabalho, o salário pode chegar a R$ 6.000, quando não supera o valor."

Lucchesi afirma que os países desenvolvidos apostam na educação profissional e que o Brasil está começando a se atentar a isso. Estudo do Senai aponta que na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne as 30 nações mais ricas do mundo, 42% dos jovens cursaram Ensino Técnico. No Japão, 56%, na Alemanha, 53% e, no País, apenas 6,6%.

Dentre as vagas que serão mais ofertadas até 2015, destacam-se as de técnico em construção civil, com 16 mil postos, considerando os cursos técnicos de longa duração. Esse profissional desenvolve levantamentos topográficos, elabora planilhas de orçamento e controle e supervisiona a construção de edificações. Na sequência estão as vagas para técnicos de controle da produção nas montadoras de veículos (com 9.500) e dos setores que prestam serviços a empresas (com 8.255), além de operador de máquinas de usinagem por controle numérico computadorizado (4.700).

Entre as de média qualificação, a maior parte das oportunidades será destinada aos operadores de máquinas para costura de vestuário, com 25 mil postos; operadores de instalações e máquinas de produtos plásticos e borracha (11 mil) e marceneiros (10 mil). A oferta de cursos do Senai é permanente.

Fonte: Diário do Grande ABC, escrita por Soraia Abreu Pedrozo



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